Jared Dimond conta história de civilizações que acabaram extintas ou quase extintas por terem tomado decisões erradas do ponto de vista ecológico. Essa é a proposta de Colapso, aprender com os erros do passado para não repetí-los no futuro. Foi a primeira vez em que li um livro do gênero e fiquei muito impressionada com a história da Ilha de Páscoa, que teve sua população quase totalmente extinta devido ao fato de ter quase a totalidade de suas árvores arrancadas para tranportar os gigantescos Moais, as famosas estátuas misteriosas da ilha. O autor nos leva a uma reflexão impressionante nessa história: o que será que pensou ou disse o morador que cortou a última árvore da ilha? Será que ele tinha consciência do que representaria aquelas derradeiras machadadas?
Acho que infelizmente Colapso é uma leitura obrigatória para que as pessoas vejam a importãncia de compreender os limites do nosso planeta. Quanto mais as tecnologias avançam, mais os povos querem também usufruir das vantagens da vida moderna. Mas é preciso parar para pensar como resolver esse dilema pois o planeta não tem como suportar mais produção de resíduos do que já suporta. Isso equivale a dizer que se todos os povos no planeta melhorassem sua qualidade de vida, da forma como entendemos que uma boa vida deve ser, o planeta entraria em colapso pois não seria possível suportar uma China inteira descartando resíduos na ritimo de um Estados Unidos, por exemplo.
Para tudo há um tempo na vida. Agora é tempo de ser ecochato se preciso. Quem tem um filho, um sobrinho, um neto, enfim, quem ama qualquer criança neste mundo sabe do que estou falando.
Eu quero aprender a ler.
Eu tinha seis anos e uma única ambição: aprender a ler. Depois das histórias dos três cabritinhos e da onça Gabola, meus olhos ganharam o mundo e não parei mais, se tornou minha paixão, meu vício. E o melhor é que todos os dias, aprendo a ler. Há sempre a surpresa incrível de reler um livro que você já conhecia há anos e descobrir um texto totalmente novo, porque o livro muda quando você já não é mais o mesmo.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O caso da troca de nomes
Uma das delícia das minha juventude chama-se Agatha Christie! Conheci o mistério, o charme de um assassinato, o luxo de um roubo, tudo através dessa simpática velhinha. Apaixonei-me perdidamente por Hercule Poirot, ainda mais porque minha irmã estudara francês e sabia pronunciar o nome dele corretamente, tão chique. Poirot é uma figuraça, um cara com um ego do tamanho de um caminhão e com uma finesse idem. Na sua chatice estava seu charme, foi o primeiro anti-herói da minha vida, o cara chato de galocha que me conquistava totalmente. Acho que li todas as histórias dele, menos uma de natal.
Os livros de mistério de Agatha são divertidos, emocionantes, próprios para mentes férteis e com um bom tempo à disposição. Assassinato no Expresso do Oriente é um clássico refilmado e revisitado à exaustão em produções cinematográficas e para o cinema. Está entre os meus favoritos, ao lado de Punição para a Inocência.
Mas recentemente, um mistério me surpreendeu: o melhor dos livros de Agatha, O Mistério dos Dez Negrinhos, havia mudado de nome! O que aconteceu? Encontrei a solução desse crime em no blog Cantinho do Jota:
"Um das taras do politicamente correto é re-escrever o passado. Não contente em querer normatizar nosso comportamento no presente, eles querem também apagar nossa memória. Em 1984, Orwell já mostrava como a alteração do passado é a chave para definir o futuro. ... Um de seus clássicos absolutos foi escrito em 1939 e chamava-se "Ten Little Niggers". O título fazia referência a 1o estatuetas de nativos africanos e um poema que pautava a estória. O livro foi editado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1940 com o título de "And Then There Were None", ... Não sei se o título foi trocado por razões comerciais ou se foi para evitar qualquer conotação racista. ... Fiquei sabendo agora que a patrulha finalmente conseguiu trocar o nome em português. Não se edita mais "O Caso dos Dez Negrinhos", nome que acompanha a obra a simplesmente a quase 70 anos. O livro agora é publicado com o nome de "E Não sobrou nenhum".
A patrulha do politicamente correto decidiu que o título original era ofensivo ao negro, como se milhares de negros brasileiros não tivessem se deliciado com esta obra clássica. Aliás, desafio qualquer um a encontrar uma única linha escrita por Christie que tivesse a menor conotação racista. Não acharão.
O maior problema do politicamente correto é que coíbe nossa capacidade de pensar, de nos aproximar da verdade. Na cabeça de seus criadores o homem é um animal irracional que deve ser conduzido pelo cabresto. Foi assim que Greedo se tornou o pior atirador da galáxia e Indiana Jones teve uma cena memorável mutilada em Os Caçadores da Arca Perdido. E o lado negro da força se tornou "lado sombrio da força".
Pois mexeu com Agatha Christie, mexeu comigo! Fiquei furioso por conta desta ousadia. Acho que é o fim da humanidade mesmo, só o texto de São João para dar cabo deste bando!
Em solene protesto contra a heresia de mexer na obra da grande dama do mistério, publico aqui o poema do livro. TEN LITTLE NIGGERS! E que os "politicamente corretos" vão todos para a...
http://cantodojota.blogspot.com/
Os livros de mistério de Agatha são divertidos, emocionantes, próprios para mentes férteis e com um bom tempo à disposição. Assassinato no Expresso do Oriente é um clássico refilmado e revisitado à exaustão em produções cinematográficas e para o cinema. Está entre os meus favoritos, ao lado de Punição para a Inocência.
Mas recentemente, um mistério me surpreendeu: o melhor dos livros de Agatha, O Mistério dos Dez Negrinhos, havia mudado de nome! O que aconteceu? Encontrei a solução desse crime em no blog Cantinho do Jota:
"Um das taras do politicamente correto é re-escrever o passado. Não contente em querer normatizar nosso comportamento no presente, eles querem também apagar nossa memória. Em 1984, Orwell já mostrava como a alteração do passado é a chave para definir o futuro. ... Um de seus clássicos absolutos foi escrito em 1939 e chamava-se "Ten Little Niggers". O título fazia referência a 1o estatuetas de nativos africanos e um poema que pautava a estória. O livro foi editado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1940 com o título de "And Then There Were None", ... Não sei se o título foi trocado por razões comerciais ou se foi para evitar qualquer conotação racista. ... Fiquei sabendo agora que a patrulha finalmente conseguiu trocar o nome em português. Não se edita mais "O Caso dos Dez Negrinhos", nome que acompanha a obra a simplesmente a quase 70 anos. O livro agora é publicado com o nome de "E Não sobrou nenhum".
A patrulha do politicamente correto decidiu que o título original era ofensivo ao negro, como se milhares de negros brasileiros não tivessem se deliciado com esta obra clássica. Aliás, desafio qualquer um a encontrar uma única linha escrita por Christie que tivesse a menor conotação racista. Não acharão.
O maior problema do politicamente correto é que coíbe nossa capacidade de pensar, de nos aproximar da verdade. Na cabeça de seus criadores o homem é um animal irracional que deve ser conduzido pelo cabresto. Foi assim que Greedo se tornou o pior atirador da galáxia e Indiana Jones teve uma cena memorável mutilada em Os Caçadores da Arca Perdido. E o lado negro da força se tornou "lado sombrio da força".
Pois mexeu com Agatha Christie, mexeu comigo! Fiquei furioso por conta desta ousadia. Acho que é o fim da humanidade mesmo, só o texto de São João para dar cabo deste bando!
Em solene protesto contra a heresia de mexer na obra da grande dama do mistério, publico aqui o poema do livro. TEN LITTLE NIGGERS! E que os "politicamente corretos" vão todos para a...
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