Eu quero aprender a ler.

Eu tinha seis anos e uma única ambição: aprender a ler. Depois das histórias dos três cabritinhos e da onça Gabola, meus olhos ganharam o mundo e não parei mais, se tornou minha paixão, meu vício. E o melhor é que todos os dias, aprendo a ler. Há sempre a surpresa incrível de reler um livro que você já conhecia há anos e descobrir um texto totalmente novo, porque o livro muda quando você já não é mais o mesmo.







segunda-feira, 17 de novembro de 2014


Saco de Ossos

Fazia tempo que um livro não me fazia de refém. Saco de Ossos me amarrou na cadeira e me fez ficar sua escrava, só queria saber dele. Os outros dois livros que lia em paralelo ficaram suspensos, finalmente posso voltar a eles.
Primeiro, é Stephen King, o cara é bom no negócio de prender sua atenção e seu fôlego. Claro que não é O Iluminado (veja abaixo), mas é diversão da melhor qualidade, com uma trama bem elaborada e sedutora.
Segundo, tem um toque de Rebeca a Mulher Inesquecível, que é simplesmente delicioso. Em Saco de Ossos, a misteriosa mansão Manderley onde a Rebeca do outro livro morava, é homenageada através da mansão Sarah Laghs; uma casa no lago batizada em homenagem a uma antiga cantora negra dos anos 30. A mansão é assombrada e o espírito ali quer vingança contra muitos da cidade. O que eles terão feito para merecerem o destino de sempre matarem seus próprios filhos?
O protagonista é um escritor em luto pela esposa, que conhece uma linda viúva jovem e sua filha... Por um minuto achei que a coisa ia descambar para um romance meloso, mas estamos falando de King, e o romance só poderia acabar de um jeito, certo?
Enfim, Saco de Ossos é tipo brigadeiro de colher, pra se lambuzar mesmo.

O Iluminado

Bom, apenas para não passar em branco, esse não é só um livro de terror, é uma obra prima. Como senti medo lendo-o à noite, medo mesmo!
O hotel mal assombrado tem como hospedes apenas um casal e seu pequeno filhinho paranormal que vigiam as instalações fora da temporada. A neve vai enterrando o hotel por fora enquanto os fantasmas vão gelando o coração do pai do garotinho. Inesquecível a imagem das meninas gêmeas que chamam o menino para brincar com seus corpos despedaçados a machadadas.
Machadada também é o que torna a cena de perseguição final do livro uma das mais eletrizantes. E, para quem assistiu ao filme depois, é impossível esquecer Jack Nicholson empunhando o machado atrás da esposa e do filhinho. Inesquecível, preciso reler. Tá na minha “lista de livros pra reler” quando ficar velha.

E, só para dar um toque final, descubra o que é REDRUM!

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