Eu quero aprender a ler.

Eu tinha seis anos e uma única ambição: aprender a ler. Depois das histórias dos três cabritinhos e da onça Gabola, meus olhos ganharam o mundo e não parei mais, se tornou minha paixão, meu vício. E o melhor é que todos os dias, aprendo a ler. Há sempre a surpresa incrível de reler um livro que você já conhecia há anos e descobrir um texto totalmente novo, porque o livro muda quando você já não é mais o mesmo.







sábado, 9 de julho de 2011

Jogo do Contente

Receita para depressão: aprenda o jogo do contente com Pollyanna. A história da menina que perde a mãe e vai morar com uma tia rica desconhecida e azeda como limão é simplória, mas por isso mesmo acaba trazendo uma lição fundamental para a vida. Veja o lado bom de tudo o que acontece com você. Persevere nos seus sonhos, seja gentil com o próximo mesmo que a pessoa seja rude e mal humorada. O bom humor foi mostrado para mim, pela primeira vez, como uma virtude e não apenas uma sensação humana. É difícil ser Pollyanna, mas vale a pena tentar. Todas as mocinhas na minha juventude tinham que ler o livro que depois virava motivo de chacota. Era comum apelidar as bobocas do colégio de Pollyannas. Só agora, adulta, eu veja a profundidade de Pollyanna, que não desistiu de sua tia nem mesmo nos momentos em que ela era desprezada pela velha rabugenta. Vamos tentar ser todas Pollyannas, viva a breguice porque a felicidade é brega!

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