Eu quero aprender a ler.

Eu tinha seis anos e uma única ambição: aprender a ler. Depois das histórias dos três cabritinhos e da onça Gabola, meus olhos ganharam o mundo e não parei mais, se tornou minha paixão, meu vício. E o melhor é que todos os dias, aprendo a ler. Há sempre a surpresa incrível de reler um livro que você já conhecia há anos e descobrir um texto totalmente novo, porque o livro muda quando você já não é mais o mesmo.







quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lucíola ou Marguerite?

Adolescência romântica... Eu amava ler livros onde as mocinhas eram damas vestindo espartilhos, saias rodadas até o chão e andavam em carruagens! Minha novela favorita era a Escrava Isaura, só para ver as saias dos vestidos rodopiando na tela. Eu tinha certeza de que minha cintura pareceria bem mais magra espremida naqueles vestidos. E o drama? Se o cara te amava ou não era questão de vida ou morte! Tudo era intenso e emocionante. Dois livros me seduziram muito. O primeiro, foi Lucíola, de José de Alencar. A cortesã coquete, seduzindo a todos mas que, no fundo, era uma boa moça, forçada àquela vida. Só um amor verdadeiro poderia salvá-la. Devo admitir que minha paixão arrefeceu um pouco quando descobri que esse livro é uma cópia descarada de A Dama das Camélias de Alexandre Dumas Filho! Como é que pode?

Só recentemente fui ler A Moreninha de Joaquim Manoel de Macedo. Um livro delicioso e despretencioso, seria como ler a revista Caras da época. A cena das mocinhas de roupas debaixo no quarto, tagarelando sobre os rapazes sem saber que um deles encontrava-se debaixo da cama ouvindo tudo é irresistível.

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