Eu quero aprender a ler.
Eu tinha seis anos e uma única ambição: aprender a ler. Depois das histórias dos três cabritinhos e da onça Gabola, meus olhos ganharam o mundo e não parei mais, se tornou minha paixão, meu vício. E o melhor é que todos os dias, aprendo a ler. Há sempre a surpresa incrível de reler um livro que você já conhecia há anos e descobrir um texto totalmente novo, porque o livro muda quando você já não é mais o mesmo.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Amor de mãe
Estou relendo pela terceira vez "Paula" de uma das minhas escritoras preferidas, Isabel Allende (Editora Bertrand). Como passar incólume pelas páginas doloridas dessa mãe que acompanha dia a dia a filha que definha aos poucos, e se põe a escrever a história da família para que ela tenha um passado, uma vez que os médicos asseguram que Paula não terá mais memória depois de despertar, se despertar. O coma profundo torna a filha surda e cega para as histórias narradas, mas Isabel continua contando as loucas e divertidas histórias do passado entremeadas com situações do presente, como é seu dia a dia numa enfermaria do hospital de Madri, onde vaga pelo que chama de "corredores dos passos perdidos". Só as mães são felizes, como diria a Lucinha do Cazuza. Enfim, Isabel narra a pior das dores sem pieguice. O trecho inesquecível para mim é quando ela diz que "a morte ronda os corredores do hospital, minha tarefa dela é distraí-la para que não encontre sua porta".
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